Por dentro do Metropolitan
Museum em Nova York

 

Depois do período trabalhando e ministrando palestra em Hattiesburg em 2006 (veja página neste site),
fui para Nova York continuar o trabalho em nosso Atelier quando fui convidado a visitar o Museu Metropolitan.

Lá fui, recebido junto a alguns amigos por Stewart Pollens, na época o restaurador de instrumentos do museu, autor de vários livros e autoridade no campo da luteria.

Com conhecedores como Stewart Pollens, Ken Parker e Jack Nowinski
passei um dia inesquecível e de muita pesquisa e aprendizado.

Um momento de muito prazer, orgulho e responsabilidade para qualquer lutier:
A honra de manipular um autêntico Stradivari.
Este violino construído por Antonio Stradivari em Cremona em 1693 é conhecido
pelo nome "The Gould" e está avaliado em 3 milhões de dólares.
Além deste maravilhoso instrumento pude estudar muitos outros e fotografei alguns como estes abaixo:
Violino Andrea Amati ca. 1565-75
Violino Joachimm Tielke ca. 1685
Stradivari "The Francesca" 1694
Stradivari "The Antonius" 1717
The "Piatigorsky-Batta" Violoncello de Antonio Stradivari 1714
Guitarra atribuida a Matteo Sellas ca. 1630-50
Parte dos instrumentos que não estavam em exposição no momento
(as peças são expostas em sistema de rodízio).
São cellos, gambas, baixos e outros instrumentos dos mais importantes autores história.
Meu amigo Ken Parker com basseto do século 17.
Estas três fotos acima são de um contrabaixo do sec 17
com os cortes dos Fs no modelo da espada flamejante.

Instrumento de mais de 300 anos, movido a manivela e que ainda funciona
perfeitamente, onde os bonecos dançam ao som de três melodias diferentes.

Em todos estes anos de profissão e aprendizado acho que este foi um dos dias mais importantes pela qualidade das pessoas que me acompanhavam e pela oportunidade de estudar instrumentos maravilhosos.
Para se ter uma idéia, depois de ter manipulado um Stradivari no passado, eu esperei 24 anos para ter outro em minhas mãos novamente.

É certo que eu não trabalho com violinos e sou especialista em contrabaixos mas ainda assim muitos lutiers de violino passam a vida toda sem nunca ter essa oportunidade e o valor dessa experiência para um lutier é imenso.

Poder estar dentro da sala de restaurações e de instrumentos do Metropolitan, nos bastidores onde muito poucas pessoas têm acesso, além das salas de exposição foi uma das mais marcantes experiências da minha vida.

 

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